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domingo, 5 de janeiro de 2014

Orla do Recife de cara nova em janeiro

Prefeitura assina contrato com empresas privadas esta semana e as obras no calçadão vão começar logo em seguida

Publicado em 30/12/2013, às 08h04

Do JC Online

Quadras de tênis da orla vão ganhar novo piso e gradil, além de um quiosque para organizar o uso do espaço / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Quadras de tênis da orla vão ganhar novo piso e gradil, além de um quiosque para organizar o uso do espaço

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Anunciado em outubro, convênio da Secretaria de Turismo do Recife com empresas privadas para adoção da orla de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, será assinado esta semana. Conforme o secretário da pasta, Felipe Carreras, a primeira ação contratada – com início imediato – será a substituição dos equipamentos de ginástica, hoje em ferro e concreto, por aparelhos mais completos e modernos, em aço inoxidável.

“Todos os equipamentos de ginástica dos cerca de 8 quilômetros da orla vão ser trocados, a partir desta semana, por modelos semelhantes aos instalados na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que são esteticamente mais bonitos e permitem exercícios diversificados”, informa o secretário. “Os brinquedos dos parques também serão substituídos e passarão a ser de madeira de demolição, material sustentável e que não esquenta como os de concreto e ferro”.

O projeto de requalificação também prevê a construção de uma academia de ginástica com equipamentos em aço inoxidável (semelhante à instalada na Lagoa do Araçá, na Imbiribeira), no Segundo Jardim. “E uma pista de cooper com piso anti-impacto, beneficiando principalmente pessoas da terceira idade e com problemas de articulação”, complementa Carreras.
A área ainda ganhará rede wi-fi para utilização pública e um quiosque, onde a população poderá agendar o uso das quadras poliesportivas. “O agendamento também poderá ser feito pela internet, por meio de aplicativo que vamos disponibilizar”, salienta o secretário. “A medida vai resolver uma das queixas existentes de que há pessoas se apropriando das quadras, pois hoje o uso é muito desorganizado”. A reforma das quadras de tênis começaram há 15 dias, com recursos municipais, mas o que se vê ainda são espaços degradados, sem tela, com gradis enferrujados.

Outro motivo de constantes reclamações dos ciclistas, a ciclovia da orla será suavizada, para dar mais segurança aos usuários e facilitar o tráfego. A obra deve reduzir em cerca de 50 o número de vagas de estacionamento no local.
ADOÇÃO - O convênio de adoção da orla é semelhante ao de gerenciamento das praças, onde as empresas responsáveis terão direitos e deveres. “Elas deverão fazer manutenção dos equipamentos de esporte e lazer, cuidar dos banheiros e, em troca, poderão fazer publicidade na área”, explica o secretário, informando que será assinado convênio com duas empresas agora e, posteriormente, com outras duas. “O valor do investimento é de R$ 10 milhões”.

Para quem mora ou frequenta o local, a área precisa de mudanças maiores. “Aqui no Pina tá tudo muito desorganizado. Falta segurança, o lixo fica amontoado e tem gente que finge usar as quadras de tênis só para assaltar as pessoas. Sem falar que há turistas pagando R$ 5 para tomar banho na própria água do mar, em chuveiros improvisados. Deviam fazer aqui o mesmo trabalho que fizeram na orla de Jaboatão”, avaliou o operador de som Eduardo Miguel, 40, morador do bairro.

Fonte: JC Online

Projeto Praia Sem Barreira recebe prêmio do Ministério do Turismo

Publicação: 03/12/2013 13:34 Atualização: 04/12/2013 10:34

A iniciativa foi considerada uma das quatro melhores experiências avaliadas no 5º Índice de Competitividade. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press/Arquivo
A iniciativa foi considerada uma das quatro melhores experiências avaliadas no 5º Índice de Competitividade. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press/Arquivo

























  O Ministério do Turismo premiou o projeto de acessibilidade Praia Sem Barreiras, desenvolvido pela Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE), por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). A iniciativa foi considerada uma das quatro melhores experiências avaliadas no 5º Índice de Competitividade. A ação foi destaque na categoria “Boas Práticas” pelas atividades desenvolvidas na praia do Sueste, em Fernando de Noronha.

O objetivo da premiação é destacar ações que contribuíram para o desenvolvimento do turismo no País. Vinte e um casos de sucesso de 15 destinos turísticos foram selecionados. A escolha das quatro boas práticas aconteceu segundo a relevância dos projetos e impactos positivos, possibilidades de aplicação em outros destinos, caráter inovador sobre as práticas recorrentes e recorrência com que foram mencionados. Além de Fernando de Noronha, também foram premiados o Rio de Janeiro (RJ), a cidade de Bento Gonçalves (RS), e o Belém do Pará (PA).

A praia do Sueste, em Fernando de Noronha, foi a primeira a receber o projeto Praia Sem Barreiras. Oferece ao visitante com deficiência física ou mobilidade reduzida uma esteira de acesso ao mar de 30 metros, quatro cadeiras anfíbias e oito profissionais qualificados para o banho assistido, todos os dias, das 8h às 18h. No arquipélago, o projeto acontece em parceria com a EcoNoronha, o Instituto Chico Mendes e a Administração de Fernando de Noronha.

Para o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa, a escolha mostra a importância da ação desenvolvida em prol da igualdade social no Estado. “Criamos o projeto Praia Sem Barreiras, além de outras ações voltadas para a acessibilidade, com o intuito de proporcionar, além de atrativos turísticos, conforto e momento de lazer a pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Estamos muito felizes em ver que esta iniciativa está sendo reconhecida devido a sua importância para o Estado e também para o País.”

As boas práticas são ações que ajudam os destinos brasileiros a se tornarem mais competitivos. O Índice de Competitividade do Turismo Nacional, ferramenta desenvolvida pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Fundação Getúlio Vargas, mostra a evolução do Brasil no nível de desenvolvimento do turismo nacional. Houve aumento nos três grupos analisados: média nacional (de 52,1 para 58,8), média das capitais (de 59,5 para 66,9) e média das não capitais (de 46,9 para 53,1). São considerados dados de 2008 e 2013 respectivamente. O índice mede a competitividade nos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico do País, com o objetivo de elevar o turismo à condição de atividade econômica essencial ao desenvolvimento do Brasil.


PREMIAÇÕES - Criado há menos de um ano, em janeiro de 2013, o projeto Praia Sem Barreiras funciona em quatro praias do Estado de Pernambuco: Sueste (Fernando de Noronha), Boa Viagem (Recife), Porto de Galinhas (Ipojuca) e Bairro Novo (Olinda), e já soma sua terceira premiação. O primeiro prêmio recebido foi o Top de Marketing, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVBPE). Em seguida, a ação foi um dos destaques no 2º Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, na categoria Parceiros Institucionais, realizado pela Associação Brasileira de Operadoras de Turismo.


PRAIA SEM BARREIRAS – Além de Fernando de Noronha, o Praia Sem Barreiras também funciona nas praias de Boa Viagem (Recife), Bairro Novo (Olinda), e Porto de Galinhas (Ipojuca). Em Boa Viagem, a Arena de Acessibilidade Praia Sem Barreiras fica localizada em frente ao Internacional Palace Hotel. A ação foi implantada em uma área com cerca de 200 metros quadrados, que é montada e desmontada de quinta a domingo, no horário de 8h às 12h, próximo ao novo posto do Corpo de Bombeiros (7). No espaço, os visitantes podem desfrutar de uma esteira de acesso ao mar, também com 30m de comprimento, seis cadeiras anfíbias, uma quadra poliesportiva de vôlei sentado, tenda de fisioterapia e o banho assistido.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

"DOAÇÃO DE SANGUE SOLIDARIA"

"Boa tarde amigos do GBMar. Aproveitando a oportunidade da campanha "DOAÇÃO DE SANGUE SOLIDARIA" amanhã dia 20. Gostaria de solicitar que doações sejam feitas para D. ESTELA MARINHO DOS SANTOS de 71 anos de idade e atleta corredora internada na UTI do Hospital Miguel Arraes, sempre presente nas corridas aqui da capital. Uma senhora muito simpática, animada e uma guerreira sem igual que nunca deixou de concluir uma prova (ver detalhe da imagem: senhora de boné azul)".

Agradeço desde já a divulgação e o apoio dos doadores. Um grande abraço Cap BM Américo.  



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Consenso brasileiro de proteção solar é um avanço que protege a pele

Foto: CanStock.

Por Cláudia Magalhães

Publicado em 06.12.2013, às 18h12


Na semana passada a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu uma enorme contribuição à saúde no Brasil ao lançar o primeiro Consenso Brasileiro de Fotoproteção. O documento, elaborado por 24 professores estudiosos de fotobiologia, deve funcionar como um protocolo de recomendações para médicos e profissionais de saúde, políticas públicas, laboratórios, pacientes e toda a população, a partir da incidência de radiação solar específica no nosso País.

Com essa iniciativa, a SBD colocou na mesa para debate com a sociedade um aspecto fundamental: a fotoproteção no Brasil tem de ser tratada sob a ótica da nossa especificidade! Com dimensão continental, a diversidade climática, a enorme miscigenação e a maior extensão territorial em proximidade com o sol, o Brasil não pode continuar replicando conceitos de fotoproteção de outros países como os Estados Unidos, que tem incidência de radiação solar mais baixo do que o nosso!!!

A pele é o maior órgão do corpo humano e propicia a interface do organismo com o ambiente externo. Por isso, ela é um dos nossos órgãos que mais sofre com os efeitos ambientais. E o sol é o fator externo que tem maior importância para a pele, tanto do ponto de vista dos benefícios, quanto dos malefícios. No nosso caso, onde temos uma cultura muito arraigada de exposição ao sol, seja na praia, no campo, nos esportes, nas atividades de lazer e, até mesmo, em trabalhos externos, a fotoproteção torna-se indispensável.

Não devemos esquecer ainda que o Brasil é o país com maior insolação do mundo, pela sua posição geográfica. A incidência de radiação solar mais elevada somada ao maior tempo de exposição solar exige proteção solar permanente. Sem isso, não tem jeito:as chamadas fotodermatoses, tais como as queimaduras solares, o envelhecimento, as manchas e os cânceres de pele não melanoma e melanoma, aparecem com grande incidência.

De acordo com o Ministério da Saúde, no ano que vem, 182 mil pessoas devem desenvolver câncer de pele não melanoma, ou seja, o equivalente a 31,5% do total de casos de câncer. O Consenso traz recomendações que levam em conta a incidência de radiação solar específica no País, observando os índices por cada região. A SBD orienta que a exposição ao sol deve ser evitada das 10 às 15 horas. No Nordeste, o sol já é considerado nocivo a partir das 9 horas. No Centro-Oeste, a recomendação vale até 16 horas, inclusive considerando períodos de horário de verão.

Além do mais, a SBD recomenda que o uso do protetor solar não deve ser dispensado nem sob o argumento de garantir a produção da Vitamina D. Os especialistas responsáveis pela elaboração deste Consenso observam que a quantidade de radiação disponível para a população brasileira é muito alta, de maneira que as pessoas não precisam ir ao sol intencionalmente para produzir vitamina D. A exposição ocasional já oferece quantidade de radiação suficiente para produzir o necessário de vitamina D. No mais, na presença da sua carência, a recomendação é a sua reposição oral.

Importante destacar também que a proteção solar, segundo o documento, não pode ser obtida apenas com uma única fonte e sim, da combinação de protetores solares, que tem que ter fator de proteção mínimo de 30, roupas, chapéus, a ingesta de nutricêuticos e até mesmo, a busca de locais de sombra para se proteger do sol. O lançamento do Consenso não deve ser visto como um fim e sim como um começo de um grande debate que mobiliza a todos nós, levando ao desenvolvimento de estudos e programas de fotoproteção adequados a nossa realidade. Apesar de sermos o País com maior insolação do mundo, existem inclusive, poucos estudos sobre a quantidade de radiação solar nas nossas diferentes regiõesl.

Em conclusão, baseados neste novíssimo Consenso, vamos poder desmistificar e otimizar o uso dos protetores solares no Brasil!!!  
Fonte: Ne 10

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O uso da moto de salvamento aquática (MSA) consciente.

     A CADA DIA O JET SKI TORNA-SE MAIS PRESENTE NO MUNDO DO SURF. COMEÇOU COM O TOW IN, ONDE ELE É FERRAMENTA FUNDAMENTAL, E DEPOIS COM O USO DAS MOTOS D'ÁGUA PARA LEVAR COMPETIDORES PARA O OUTSIDE. A POPULARIDADE É TANTA QUE HOJE EXISTE  UM USO EXCESSIVO E DESCONTROLADO DOS JETS. SERÁ QUE QUEM USA SABE O MAL QUE ELE CAUSA?



     O jet ski é constantemente utilizado em campeonatos para agilizar a volta do surfista ao lineup. Além de poupar o esforço da remada para passar a arrebentação, ele torna a bateria mais competitiva pela chance de haver mais ondas surfadas. Mas o uso excessivo das máquinas polui a água do mar, prejudica a vida marinha e, até mesmo, a saúde do surfista. Por essas e outras que leis como as aplicadas nos EUA estão ganhando força.


O Golden Gate National Recreation Area (GGNRA), que controla as atividades na região costeira de São Francisco, Califórnia, não abriu exceção para o uso na 10ª etapa do World Tour, em Ocean Beach, e para o Big Wave World Tour, em Mavericks ─ está última mais discutível devido à inevitável necessidade do uso de jets para surfar a onda.

Segundo Howard Levitt, diretor de comunicação da GGNRA, os jet skis devem ser usados apenas em situações de emergência: "Temos um jet ski de resgate dos salva-vidas, as leis não nos permitem deixar que outra pessoa faça isso", diz. A preocupação com o meio ambiente é válida, de acordo com Annie Reisewitz, diretora da Strategic Ocean Solutions, da Flórida. "O impacto do jet ski é maior que o de barcos, porque eles circulam mais próximos à costa", afirma a especialista. Para ela, os motivos são o barulho e a emissão de poluentes no ar e no oceano, entre eles, o monóxido de carbono e hidrocarbonetos.

Além de poder causar a morte de animais marinhos, a constante poluição sonora e da água interrompe o descanso, diminui a atividade no habitat, reduz a taxa de reprodução e o tempo de vida, interfere nos costumes de locomoção e alimentação e altera o comportamento e a estrutura comunitária no fundo do mar.

REALIDADE BRASILEIRA




     Para Elisabete Braga, professora de Oceanografia Química da USP, "os resíduos emitidos na queima de combustível liberam tintas tóxicas, prejudiciais à fauna e à flora e também aos surfistas". Os modelos com motor dois tempos são os mais poluentes ─ eles não queimam cerca de 30% do combustível, que vaza pelo escapamento. Nos Estados Unidos esse motor já é proibido. A US Environmental Protection Agency obriga as marcas a utilizar o quatro tempos com injeção eletrônica. "Ele consome menos e não usa óleo, então polui menos", comenta Alex Silva, gerente de produtos da Yamaha. "O combustível queima totalmente, igual ao de carro. Já o dois tempos, além do vazamento de combustível, faz muita fumaça, como uma moto antiga", completa.

     Mesmo sem leis no Brasil, as marcas já optaram por trabalhar com o motor quatro tempos. A Kawasaki apresentou, no Salão Duas Rodas, os modelos Ultra 300X e Ultra 300LX, ambos quatro tempos. Já a Yamaha vende os mesmos jets que são produzidos nos EUA e, segundo Benedito Alves, instrutor técnico da marca, pretende encerrar em até dois anos a fabricação dos modelos dois tempos.

Quando as condições demandam, o jet é uma ótima ferramenta. Mas para não poluir nosso parque de diversões, o oceano, é preciso que seu uso seja feito de maneira consciente e responsável.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Moradores vão ganhar área de lazer em Boa Viagem

ZONA SUL

Moradores vão ganhar área de lazer em Boa Viagem

Iniciativa, que faz parte do projeto “Lazer na Rua”, valerá apenas aos domingos e feriados, sempre no horário das 8h às 17h

19/09/2013 08:08 - Priscilla Costa, da Folha de Pernambuco

http://marcobeloforte.blogspot.com.br/

A partir do dia 6 de outubro, os moradores da Zona Sul da Cidade poderão contar com mais uma opção de lazer. A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, vai fechar o trecho do 2º Jardim, na avenida Boa Viagem, a fim de proporcionar espaço livre para as pessoas andarem de patins, skate ou bicicleta na área. A iniciativa, que faz parte do projeto “Lazer na Rua”, valerá apenas aos domingos e feriados, sempre no horário das 8h às 17h. De acordo com o secretário de Turismo e Lazer em Pernambuco, Felipe Carreras, o objetivo é dar ao cidadão a oportunidade de aproveitar mais a cidade.
“O incentivo ocorreu devido à ciclofaixa. A partir disso, resolvemos ampliar o trecho também para o lado de Boa Viagem”, disse. Além disso, Carreras também comunicou que, além do trecho do 2º Jardim, mais dez ruas estão dentro do projeto. “Nós vamos também aplicar a iniciativa em mais dez ruas dos bairros do Arruda, Afogados, Santo Amaro, Brasília Teimosa e outros que ainda estão sob discussão. Isso tudo com o intuito de fazer com que as pessoas curtam mais o Recife. Lazer é fundamental numa cidade para que as pessoas vivam melhor e tenham qualidade de vida”, afirmou o secretário.
Fonte: Folha Pe

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Banco de sangue do Hemope em estado crítico


Publicação: 16/09/2013 22:03 Atualização:

A falta de doações ocasionou uma queda de 33% no número de coletas de sangue realizadas no Hemope. Com apenas 10% da sua capacidade, o hemocentro está em situação crítica e precisa, com urgência, repor o estoque. Por isso, convoca a população para doações.

De acordo com os administradores do banco de sangue, a média de coletas de sangue por dia é de 300 doações, mas caiu para 200 doações nos primeiros dias de julho e não se recuperou.

Quem pode doar sangue:
Mulheres e homens com idade entre 16 e 67 anos.
Menores de 18 anos (a partir de 16 anos), com consentimento do responsável legal a cada doação.
Pessoas com peso acima de 50 Kg e gozando de boa saúde.

Para doar sangue é preciso:
Apresentar documento oficial de identificação com fotografia (RG, CPTS, Carteira de Motorista, Passaporte).

Não ter tido hepatite (após os 11 anos), malária ou doença de Chagas.

Não ter risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis como: sífilis, aids etc.

Para proteger sua saúde e a do paciente é importante:
Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas antes da doação.
Comparecer ao local da doação alimentado, evitando alimentos gordurosos.
Obedecer ao intervalo de doação: 90 dias (três meses) para homens e 120 dias (quatro meses) para mulheres.
Não estar grávida ou amamentando.
Não estar fazendo uso de medicação controlada ou em tratamento médico.
Não ter tatuagens recentes (feitas há menos de 12 meses).
Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos dez anos.

Fundação Hemope
Rua Joaquim Nabuco, 171 - Graças.
Horário: de segunda a sábado, das 7h15 às 18h30, inclusive nos feriados.


Curiosidades

Maior doador de sangue

O catarinense Orestes Golanovski foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Maior doador de sangue do Brasil, entrando em 2011 para o RankBrasil – Recordes Brasileiros. Até junho de 2006, ele já havia feito 187 doações. O recordista doou sangue até completar 65 anos, idade limite para a ação solidária.

Em 18 de agosto de 1978 a Associação Médica de Minas Gerais - Seção Regional de Diamantina declarou e comprovou por meio de documentos que o 3° sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) José Maria de Oliveira havia doado, até aquela data, 372,5 litros de sangue, tornando-se o maior doador de sangue da história. Esse feito foi registrado no Jornal "A Voz da União" da PMMG em 2002.

Direitos

No Brasil

A lei nº 10.205, de 21 de março de 2001, regulamenta o §4º do art. 199 da Constituição Federal, relativo à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados e estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada dessas atividades.
No Brasil, trabalhador sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, em cada doze meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada (art. 473 da CLT). Os funcionários públicos civis federais, sem qualquer prejuízo, podem se ausentar do serviço por um dia para doação de sangue, sem limite anual de doações (art. 97 da lei nº 8.112/1990).
Há ainda a lei federal nº 1.075, de 27 de março de 1950, que permite que a doação de sangue seja incluída na folha de serviço de funcionário público civil ou militar e que, não se enquadrando nestas categorias, que o doador seja incluído entre os que prestam serviços relevantes à sociedade e à Pátria.

Alves ( Doador de sangue desde 2001 acredito que tenho mais de 20 doações entre Hemope e Inhene, mas a maioria foram voluntárias, porquê me tornei doador? Simples, ajudar uma pessoa que nem conheço isso foi o que passou na minha cabeça na minha primeira doação. Na época consegui alguns voluntários para ir comigo).

domingo, 20 de maio de 2012

Porque acontece e como evitar o barotrauma dental durante o mergulho

Mergulhador que fez um bom curso sabe o que é um barotrauma – lesão causada pela variação de pressão no interior do corpo durante a prática de submersão. Contudo, existe uma lesão dessa categoria que pode pegar de surpresa até os mais experientes: o barotrauma dental.

Enquanto o tipo mais comum de barotrauma acontece no ouvido – quando o mergulhador se esquece de realizar a valsalva (forçar a exalação do ar com a boca e o nariz tapados para equalizar as pressões interna e externa) – no caso do barotrauma dental, a causa costuma ser alheia à vontade do mergulhador.


Esse tipo de incidente geralmente acontece por causa de uma obturação mal feita, que deixa espaços vazios dentro do dente, que são preenchidos pelo ar. O problema ocorre na volta para a superfície, quando aumenta a pressão do ar dentro desse buraco.


“O aumento da pressão pode apertar a polpa do dente e a raiz do nervo, ocasionando aquela dor aguda tipicamente dental”, explica Matias Nochetto, médico DAN (Divers Alert Network - www.danbrasil.org.br).


“Folcloricamente, o maior risco é de explosão da peça dental. Mas, na maioria dos casos, o problema acaba sendo mais o aborrecimento do que qualquer outra coisa. Às vezes, o ar pode dessecar planos de tecidos e produzir um quadro mais complicado, com enfisema subcutâneo no rosto, mas são casos raros”, avisa o médico.


Às vezes, o mergulhador também está sofrendo um barotrauma do seio maxilar em vez do dental. “O nervo das raízes dos pré-molares e molares superiores é o mesmo nervo do seio maxilar. Assim, uma sobrepressão no seio pode ser interpretada pelo cérebro como dor dental”, explica Matias.


Prevenção e tratamento.
Poucas coisas podem ser feitas para tratar o barotrauma dental. “O uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides pode ajudar. Posteriormente, uma consulta com um médico é uma precaução básica.”

E esse tipo de lesão pode acontecer com qualquer tipo de obturação, segundo o cirurgião-dentista Ricardo Toscano. “Pode ser de resina ou amálgama. Se tiver ar dentro, pode acontecer.”


“Existe uma radiografia com a qual a pessoa pode checar se há ar em suas obturações. Se ela for de resina, é necessário fazer uma tomografia. Mas se for de metal, o exame se chama periapical”, diz Ricardo.

Arquivo: Foto Webventure

Para Matias, “é melhor que seu odontologista também seja mergulhador ou que você consiga explicar para ele o mecanismo da lesão [ na hora de escolher um dentista]. Nunca subestime, pois nem todos os profissionais lembram bem das leis da física”. 

Fonte: Por Pedro Sibahi | 07/03/2012. Disponível no endereço: http://www.webventure.com.br/mergulho/n/saude-porque-acontece-e-como-evitar-o-barotrauma-dental/31112