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terça-feira, 15 de abril de 2014

Entrevista com Daniel Botelho fotógrafo do National Geographic Brasil


O fotógrafo Daniel Botelho é colaborador da revista National Geographic Brasil já há algum tempo. Seus mergulhos com os animais mais perigosos dos oceanos estão chamando a atenção. Matérias com as fotos de Daniel têm sido publicadas em vários sites do Brasil e do exterior.
Mas ninguém conversou com ele a respeito das técnicas que envolvem esse tipo de mergulho com predadores de duas toneladas. Não se resume a pular na água, muito pelo contrário, há uma série de medidas de segurança. Batemos um papo – com informações e imagens exclusivas! – focados nesse aspecto e também na emoção de estar frente a frente com os tubarões brancos.
Como se vê pelo relato do Daniel, não há nada de monstruoso nesses animais. A fonte do medo é mesmo a ignorância. Espero que curtam.
Me fala da expedição: onde foi, qual o seu papel, por que esse lugar?
Fui lá para fotografar, mas embarquei como safety diver (mergulhador de segurança) também. O objetivo da viagem era levar turistas para sair da gaiola com os tubarões brancos. A expedição aconteceu na ilha de Guadalupe no México, um lugar cuja visibilidade nos permitiria mergulhar com varios brancos ao mesmo tempo.
O que faz um safety diver?
É um mergulhador de segurança. Os clientes faziam uma rotação, cada um por vez saía da gaiola por dez minutos. Era minha obrigação protegê-los e manter um ambiente pacífico na interação com os tubarões. O safety diver deve conhecer o comportamento do animal e antever uma mudança de comportamento, como uma agitação ou excitação por parte do tubarão. Nesse caso o mergulho pode ser abortado imediatamente.
E você precisou intervir em algum momento nessa viagem?
Sim, um deles foi quando uma fêmea de seis metros conhecida como Arden Grace se aproximou de um cliente da Austrália. O cara se assustou e nadou apressado pra longe, provocando uma excitação imediata no tubarão. Então, entrei na frente e mantive minha posição, e o tubarão mudou o comportamento de novo para o modo “não caçador”.
Como funcionava a rotação?
Mergulhavam comigo um cliente e outro safety diver. Descíamos os clientes na gaiola e pulávamos os dois safety divers direto na água. Quando havia certeza de que os tubarões estavams tranquilos, convidávamos o primeiro cliente para sair da gaiola por dez minutos, e assim se fazia a rotação. O cliente sempre ficava entre os dois safety divers.
Como é estar na água com o grande branco? Com quantos tubarões mergulharam ao mesmo tempo?
É preciso estar muito atento! Ainda mais porque mergulhamos com até seis tubarões brancos de uma vez, pelo menos é o que foi possível identificar. Um amigo pesquisador está analisando cada uma de minhas imagens na tentativa de identificar quais espécies foram captadas pelas lentes da minha camera. Alguns brancos conhecidos naquela área já foram identificados, como os machos Thor e Rudo, que medem quase seis metros, e também a fêmea Arden Grace.
Há diferença entre nadar com um tubarão branco ou com dois ou três de uma vez?
Todos os tubarões devem estar devidamente monitorados, isto é, quanto mais tubarões, maior a concentração na interação. Todos precisam se sentir observados e isso os mantém relaxados. O mergulhador deve, portanto, manter o contato visual de forma disciplinada. E quando dois tubarões vêm pela frente e um por trás tem que girar no proprio eixo, mostrando que o perimetro está coberto. Não é fácil.
Qual o nível de dificuldade de estar na água com esse animal?
Dificuldade máxima em termos de atenção e foco. Trata-se do que chamo de mergulho 3D, que consiste em manter o perímetro total coberto, tanto para os lados quanto para cima e principalmente para baixo, já que muitos deles se aproximam por baixo. O risco é administrável por meio desta “leitura” do animal. É necessário ter respeito e saber identificar as reações agressivas – e se for necessário, abortar as atividades. Há sinais bem claros de estress, mas costuma ser muito em função do comportamento do mergulhador, pois se você ficar tranquilo e estático, o tubarão percebe a adaptação ao meio e sabe que está sendo observado. A instabilidade do mergulhador e a falta de um excelente controle de flutuabilidade podem aguçar a curiosidade do bicho.
E em comparação a outros animais com os quais já mergulhou: lulas gigantes, crocodilo do Nilo, outras espécies de tubarão. Quais são mais perigosos?
Durante uma hora de mergulho com o tubarão branco não pode haver uma desatenção nem de 30 segundos. Apesar de não enxergar o homem como presa e de ser muito seletivo em sua alimentação, ele é letalmente curioso e, devido ao seu tamanho, uma mordida investigatória pode ser fatal. Já o crocodilo do Nilo e a lula gigante podem facilmente consumir um mergulhador: eles entendem que o homem pode ser um alimento. Por isso considero o crocodilo do Nilo em primeiro lugar, ainda mais porque seu humor pode mudar de acordo com a temperatura do ambiente, criando uma janela muito limitada para se mergulhar com eles em razoável segurança. As lulas gigantes em segundo e em terceiro o tubarão branco. A estatística de ataques de crocodilos do Nilo na África suplanta milhares de vezes o número de acidentes com tubarões brancos. Um ataque de tubarão branco seria muito mais um acidente ou um mal entendido.
Então por que foram consagradas as imagens dos tubarões brancos mordendo as gaiolas dos mergulhadores?
A cena dele mordendo é difundida por causa do cinema e da mídia sensacionalista. Para que ele ataque a jaula dos mergulhadores, basta amarrar um pedaço de atum numa corda e vir puxando em direção à gaiola, ou seja, é uma composição arranjada, onde se deixa o tubarão extremamente excitado com muito engodo e pedaços de peixe. Eu coloquei somente o necessário para atrair os animais, depois mantive um nível bem discreto de atrativos e o que encontrei foram tubarões de boca fechada. Se formos juntos a uma churrascaria, você vai fazer fotos minhas de boca aberta também.
Tubarões brancos são encontrados na costa brasileira?
As concentrações mais famosas de tubarões brancos no mundo são a África do Sul, Austrália, Califórnia, Ilha de Guadalupe, mar da Nova Inglaterra e Mediterrâneo, mas o tubarão branco é o animal mais endêmico dos mares, podendo ser encontrado, ao menos em tese, em qualquer parte dos oceanos. No Brasil já foram capturados alguns poucos indivíduos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eram animais com 5 metros

Os verdadeiros monstros do mar


Não se trata de imensos e assustadores seres que habitam as profundezas do oceano, nem mesmo de animais mitológicos de grandes proporções e mais de uma cabeça. A Agência Catalã de Águas montou imagens curiosas com base em uma investigação sobre os maiores perigos do mar Mediterrâneo.
Tais “seres” estão presentes nos mares e oceanos de todo o mundo. São garrafas e sacolas plásticas, latas, camisinhas usadas, vidros e outras formas de desperdício humano. A imagem remonta verdadeiros animais aquáticos com os objetos poluentes criados pelo homem.

Fonte: HISTORY

Isto é um absurdo

Esta imagem foi retirada do Facebook da página pessoal do Robson Barros Dias. Não sei o local da foto se é antiga, alguém poderia dar mais informações. É lamentável que idiotas como estes, tiram fotos e exibem como troféu um indefeso golfinho que não fez nada para merecer isto. Cadê a punição para este ato bárbaro.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Ataque de piranhas fere 60 no Rio Paraná, na Argentina

O episódio surpreendente ocorreu na quarta-feira (25), em um dia de forte calor

Publicado em 26/12/2013, às 13h19

Da AFP


Imagem retirada da internet
Uma menina perdeu a falange de um dedo mindinho e um menino teve uma fratura exposta no ataque repentino de palometas, tipos de piranhas, que deixou 60 banhistas feridos no rio Paraná, que banha a cidade argentina de Rosário, informou uma fonte sanitária nesta quinta-feira.
"Houve 60 feridos no total, dos quais sete crianças e duas delas com sérias lesões. A menina que perdeu parte da falange do dedo mindinho e outro menino de pouca idade que teve uma fratura exposta em um dos dedos da mão", declarou à imprensa Gabriela Quintanilla, vice-secretária de Saúde de Rosário (310 km ao norte).

Imagem retirada da internet
O episódio surpreendente ocorreu na quarta-feira (25), em um dia de forte calor, com temperaturas que superaram os 38 graus Celsius em pleno Dia de Natal, quando milhares de pessoas estavam na praia ou tomando banho nas águas do rio Paraná.
"A palometa é um peixe rude e muito voraz, com uma dentadura muito potente e se morde, deixa uma lesão muito importate", afirmou à rádio Vórterix Federico Corner, diretor do Sistema Integrado de Emergência Sanitária (SIES), cujo pessoal montou guarda em uma barraca nesta praia.
Ele disse ainda que "devem-se dar certas condições climáticas para que estes peixes venham em cardume até a superfície e para a beira, fundamentalmente".
A última vez que ocorreu uma invasão similar destes peixes em Rosário foi na década de 1970, segundo a imprensa local.
Imagem retirada da internet

O cardume não podia ser visto a olho nu porque as águas do Rio Paraná são barrentas.
"Foi algo muito agressivo. Isto começou a ocorrer na quarta-feira, depois do meio do dia, quando começaram a aparecer pessoas com mordidas nos calcanhares, nos pés e nas mãos. Houve pessoas que tiveram literalmente pedacinhos de carne arrancados pelas palometas", disse Gustavo Centurión, médico do Sies.
As palometas desta região são do tipo spilopleura e nattereri, de características muito similares às piranhas. Formam cardumes e são atraídas pelos ferimentos ou o aparecimento de sangue e isto provoca ataques maciços, explicaram especialistas do Laboratório de Ictiologia do Instituto Nacional de Limologia INaLi), que funciona na região.

Fonte: JC Online

Tartaruga morre de fome em Itapuama

Animal engoliu resíduo plástico que ficou preso na garganta e o impossibilitou de se alimentar

Publicado em 28/12/2013, às 15h57

Do JC Online

 / Foto: Adriano Artoni/Divulgação

Foto: Adriano Artoni/Divulgação

Uma tartaruga da espécie verde foi encontrada morta, por volta das 10h40 deste sábado (28), na Praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. O animal, de aproxidamente 1,40m, morreu de fome. Ele engoliu um resíduo plástico que ficou preso na garganta e o impossibilitou de se alimentar. A suspeita é que tenha ficado dias ou até meses sem se alimentar. Para se ter uma ideia, uma tartaruga com essas características deve pesar 80kg. O animal encontrado em Itapuama estava com 35kg.

A fome passada pelo animal se caracteriza pelo buraco que estava em sua barriga. "Esta tartaruga ficou muito tempo sem comer. A barriga dela estava com um oco muito grande. Engoliu um resíduo plástico que ficou preso na garganta e acabou morrendo de fome. Pode ter passado dias ou até mais de um mês sem se alimentar", explicou o ambientalista Adriano Artoni. Com a ajuda de voluntários, ele enterrou o animal na Praia de Itapuama mesmo. "Este animal tinha aproximadamente 50 anos. Deveria estar com 80 kg no mínimo. Estava com 35kg", finalizou.

Fonte: JC Online

Golfinho de 2,5 metros é encontrado morto em Itapuama

Publicação: 03/01/2014 18:19 Atualização: 03/01/2014 18:27

Foto: Adriano Artori/Divulgação
Foto: Adriano Artori/Divulgação
Um golfinho de 2,5 metros, popularmente conhecido como nariz de garrafa (da espécie Tursiops truncatus), foi encontrado na tarde da última quinta-feira (02), em frente ao Hotel Velho da Praia de Itapuama, localizada no município do Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul do estado. O animal, um macho de 20 kg, estava agonizando quando foi visto por surfistas, que ficaram assustados acreditando ser um tubarão.

Segundo o ambientalista Adriano Artori, que tentou salvar o golfinho, a espécie deve ter sido capturada por pescadores, pois o animal apresentava marcas de náilon e de rede por todo o corpo. “Segundo testemunhas, o golfinho estava se debatendo em um local de difícil acesso, quando o náilon arrebentou e ele foi bater já morto na praia”, contou Artoni.

Ainda de acordo com ele, o habitat natural dessa espécie são nos mares do Rio Grande do Sul, mas, vez por outra, gosta de vir para o Nordeste. “Esse golfinho chega a ser um concorrente dos pescadores, porque come muito peixe. É usualmente mantido em cativeiro, pois é muito dócil, sendo usado em atrações turísticas”, explicou o ambientalista.